quinta-feira

Poço

Foi o tempo em tempos perdido,
Num mar bravo não esquecido,
Em flor nova de aventura,
Numa névoa nunca escura.

Nem num minuto ou segundo,
Me encontrei no fim profundo,
Numa paixão clara que já era,
No pouco amor que nunca dera.

Mágoa foi que nunca roguei,
Até porque nunca encontrei,
Deixo-me livre e a pensar,
Num breve lamento de olhar.

E aquando da falta de um sinal,
Numa alma sempre igual,
Seja ela forte ou dura,
Tanto bate até que fura.

1 comentário:

  1. Não será por mares nunca dantes navegados mas por palavras nunca dantes lidas...e a gostar! Keep them coming

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